“A política é a sombra da grande empresa sobre a sociedade”, John Dewey, filósofo e educador americano
John Dewey viveu entre 1859 e 1952, e esta conclusão a que chegou durante sua vida nunca esteve tão clara como nos dias atuais. O que vemos nesta época de crise são governos socorrendo empresas financeiras numa associação que poderíamos chamar de capitalismo de estado. Na minha opinião o capitalismo nunca existiu, o que existiu e persiste é o capitalismo de estado, ou seja, os governos são associados do capital. Os governos regulamentam a atividade econômica, financiam o capital, protegem a propriedade privada e exercem seu poder de polícia, em defesa de seus “sócios”.
John Dewey viveu entre 1859 e 1952, e esta conclusão a que chegou durante sua vida nunca esteve tão clara como nos dias atuais. O que vemos nesta época de crise são governos socorrendo empresas financeiras numa associação que poderíamos chamar de capitalismo de estado. Na minha opinião o capitalismo nunca existiu, o que existiu e persiste é o capitalismo de estado, ou seja, os governos são associados do capital. Os governos regulamentam a atividade econômica, financiam o capital, protegem a propriedade privada e exercem seu poder de polícia, em defesa de seus “sócios”.
Segundo Noam Chomsky (Carta Maior, 13/10/08), um estudo dos pesquisadores em economia internacional Winfried Ruigrok e Rob van Tulder descobriu, há 15 anos, que pelo menos 20 companhias entre as 100 primeiras do ranking da revista Fortune, não teriam sobrevivido se não tivessem sido salvas por seus respectivos governos, e que muitas, entre as 80 restantes, obtiveram ganhos substanciais através das demandas aos governos para que “socializassem suas perdas”, como hoje o é o resgate financiado pelo contribuinte. Tal intervenção pública “foi a regra, mais que a exceção, nos dois últimos séculos”, concluíram.
O que se assiste hoje, depois do surgimento do chamado neoliberalismo iniciado nos anos 70, é o total fracasso do”mercado” como regulador da economia. E são os próprios defensores desta teoria que agora defendem a idéia de intervenção estatal no salvamento do mercado e na regulação da ciranda financeira.

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